Lawrence Wahba estréia programa sobre vida marinha

O mergulhador e documentarista Lawrence Wahba estreia novo programa em que procura desmistificar ideias equivocadas sobre a vida marinha e sua preservação

Fonte: Istoé

Golfinhos são mesmo inteligentes? Existem polvos gigantes? Tubarão é perigoso? Responder corretamente cada uma dessas questões é um dos propósitos da nova série “Pelos Mares do Mundo”, exibida pelo canal pago NAT GEO Wild em cinco episódios a partir do sábado 21. O programa é mais uma criação do mergulhador e cinegrafista Lawrence Wahba, de 48 anos, recordista em produção de documentários para o National Geographic e ganhador do Emmy Awards 2013 com “América Selvagem”.

Mais conhecido do grande público por ter participado do “Domingão do Fasutão” por 8 anos, Wahba é mergulhador desde a infância e já na adolescência passou a registrar imagens submarinas em vídeo. Hoje, trabalhando como “freelancer” para emissoras de TV do mundo todo, acumula o maior acervo de tomadas do fundo na América Latina. Parte do material que ele produziu desde 2011 permanecia inédito até ganhar forma no programa “Pelos Mares do Mundo”, em que cada episódio aborda um grupo de animais a partir de uma perspectiva científica.

Mais que exibir belas imagens, a série alerta para a atual condição dos oceanos a partir dos mais recentes e confiáveis relatórios de instituições referendadas pela National Geographic Society, uma exigência dos produtores do programa. No episódio de abertura, dedicado aos tubarões, Wahba afirma que 100 milhões deles são mortos anualmente, o que constitui um dos maiores problemas ambientais do planeta. Por outro lado, os ataques a humanos, que causam tanta comoção, somam cerca de 60 a cada ano em todo o mundo.

EQUILÍBRIO

“Na agenda das principais ONGs ligadas à natureza estão campanhas de preservação do tubarão. Como maior predador dos oceanos, ele é responsável por todo equilíbrio da vida marinha”, diz Wahba. Para manter a espécie viva, ele acredita que não adianta apenas o discurso da conscientização. É preciso haver vantagem econômica para quem vive da pesca. “Enquanto a carne do tubarão morto rende a um pescador US$ 25, países como Bahamas e Maldivas lucram milhões com o ‘shark diving’”, afirma, referindo-se aos mergulhos com tubarões em águas claras, onde a ocorrência de acidentes é nula. O próprio Wahba, que fez mais de 1 mil mergulhos desse tipo, diz que a sensação é indescritível. “É uma experiência onírica. Parece que você deixa de existir e passa a fazer parte do oceano”.

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F. Bari

Editor do site cabecaFeita.com

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